Número do S.O.S Criança nacional - DISQUE 100 , Mirela Priscila . QUE DEUS ESTEJA EM TODOS OS LARES..
terça-feira, 16 de março de 2010
Especiais / Meio Ambiente
Xanxerê comemora 1 ano de combate ao uso excessivo de sacolas plásticas
Números levantados pelos supermercadistas de Xanxerê, cidade do Oeste de Santa Catarina, apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano. Sacola retornável é a opção mais usada.
Sacolas_Retornáveis
Por Romeu Scirea Cilio, especial para o Instituto Akatu
Há mais de cinco anos a empresária e dona de casa Cira Moschetta carrega sua sacola retornável sempre que vai fazer compras e recusa sacolas plásticas. Ela conta que sua atitude isolada já foi motivo de gozação e brincadeiras entre amigos que viam em sua ação uma utopia, pois para eles, as pessoas jamais abandonariam as sacolas plásticas. “Nos mercados, os pacoteiros achavam muito estranho eu chegar com minha própria sacola”, revela Cira, moradora de Xanxerê, município com cerca de 40 mil habitantes, no Oeste de Santa Catarina.
Em abril de 2009, uma campanha pelo uso de sacolas retornáveis foi adotada por supermercadistas de Xanxerê, cidade que, desde então, acabou com o fornecimento gratuito de sacolas plásticas aos clientes. Quase um ano depois, dados levantados pelos supermercadistas da cidade apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano.
Tudo começou quando um vídeo postado no Youtube denunciou uma grave agressão ao meio ambiente como resultado do uso excessivo e descarte incorreto de sacolas plásticas: um lixão de sacolas e outros objetos plásticos tomavam parte do Oceano Pacífico.
Ao assistirem ao filme, cerca de dez proprietários de mercados de Xanxerê – pólo do comércio da região do Alto Irani com cerca de 130 mil habitantes distribuídos em 14 municípios – decidiram agir e propuseram uma arriscada troca aos consumidores. Ao invés de receber a sacola plástica gratuita, todos deveriam comprar sacolas feitas com tecido que seriam vendidas nos mesmos supermercados a preço de custo. Os consumidores tinham ainda a opção de levar suas compras em sacolas plásticas recicláveis, vendidas por R$ 0,50 o pacote com cinco unidades. Xanxerê estava prestes a se tornar a primeira cidade do Brasil a abolir as sacolas plásticas nos mercados
A campanha foi anunciada em folhetos entregues nos caixas dos mercados em outubro de 2008, para ser lançada oficialmente em abril de 2009. A iniciativa contou com divulgação nas três emissoras de rádio, uma de televisão e nos jornais.
Nos primeiros dias sem sacolas gratuitas nos mercados, foram muitas as reclamações indignadas nos meios de comunicação e principalmente nos caixas dos próprios mercados. Clientes abandonaram o carrinho de compras na boca do caixa ao saber da “novidade”. Outros foram mais longe, literalmente, e preferiram fazer suas compras nos municípios vizinhos, como Xaxim, há cerca de 20 Km de Xanxerê.
Edson Marció, um dos organizadores da campanha e membro de uma família proprietária de dois supermercados de porte médio, admite que a reação era esperada, mas acabou sendo bem menor do que os empresários temiam. “Estávamos preparados para o pior. Se a atitude dos consumidores fosse de repúdio total, ou muito grande, pediríamos desculpas em conjunto e ressarciríamos, em dinheiro, no dia seguinte, às pessoas que compraram as sacolas retornáveis”. Mas nada disso foi preciso.
“Minha sogra reclamou muito no começo. Ela usava umas 15 sacolas plásticas virgem por semana para embalar o lixo doméstico. Hoje ela armazena tudo em sacos adequados para o lixo e só coloca para coleta quando o saco estiver cheio. Ela tem 80 anos e se adaptou muito bem”, conta Cira Moschetta, a empresária que já vem praticando o uso consciente das sacolas plásticas antes mesmo da campanha chegar à cidade.
Marció confessa que o maior medo dos empresários, ao iniciar a campanha, era mesmo de perder clientes. Mas felizmente, a aceitação da mudança superou as expectativas iniciais. Ele revela que o último levantamento para medir a aderência dos consumidores à campanha feita no início do ano, indicou que 85% dos consumidores deixaram de usar sacolas plásticas, sendo que apenas 54% dos consumidores de Xanxerê compraram a ideia desde o início.
Troca de experiência é o melhor caminho para o sucesso
Não demorou muito e os empresários de Xanzerê começaram a ser procurados por municípios vizinhos que desejavam adotar a iniciativa. Nesse momento, eles se deram conta da forma impositiva com que a campanha foi conduzida. “Nós imaginávamos que as imagens, os números e as conseqüências catastróficas ao meio ambiente – mostradas pelo vídeo – iriam sensibilizar a todos, e isso bastaria para conquistar a adesão dos consumidores”, reconhece Marció. Essa autocrítica permitiu que os novos interessados em substituir as sacolas plásticas na região não cometessem o mesmo erro.
“Sempre que uma iniciativa propõe mudanças no cotidiano de uma comunidade, o ideal é que ela seja feita de forma colaborativa, envolvendo todas as partes. A imposição geralmente leva a resultados muito ruins, pois mudar o comportamento, o hábito das pessoas significa essencialmente levá-las a uma autocrítica em relação a si próprio. Isso não se conquista com a imposição”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
Outros nove municípios de Santa Catarina implantaram projetos semelhantes, com pequenas variações quanto à conscientização e formas de facilitar a adesão. Substituíram as sacolas plásticas por retornáveis os municípios de Xaxim, São Lourenço do Oeste, Mondai, Coronel Freitas, Cordilheira Alta, Seara, Ponte Serrada, São Domingos e Pinhalzinho.
“Eu achei a campanha da sacola retornável muito interessante, aderi a ela desde o início, e não só no mercado, mas na loja, na farmácia”, conta Márcia Puccini Bernardi, gerente comercial e dona de casa. Segundo ela, quando o volume é pequeno coloca na bolsa e evita usar a sacola plástica. “Levo a sacola renovável dentro do carro. Antes eu usava a sacolinha do mercado para o lixo, hoje eu compro o saco próprio pra lixo”, explica ela.
Opções para substituir as sacolas plásticas existem, tanto para levar as compras para casa, quanto para acomodar o lixo doméstico, destino de cerca de 80% das sacolas plásticas utilizadas no Brasil.
Segundo Mello, “exemplos como esses deveriam inspirar o mundo inteiro. Os moradores de Xanxerê estão mostrando ao mundo que é possível, que existem alternativas às sacolas plásticas. Mais do que isso até, que essas alternativas estão em nossas mãos, que diminuir os impactos negativos do nosso consumo é possível”.
Em Abril de 2010, os consumidores de Xanxerê serão informados dos resultados da campanha iniciada há um ano. Mas, um resultado já pode ser notado: nos mercados, há alternativas para os consumidores levarem mercadorias para casa. São vendidos pacotes de papel reciclado, há empréstimo de caixas de papelão e um mercado vendeu com sucesso aos clientes uma caixa de plástico resistente, para ser transportada no bagageiro do carro.
Basta parar por alguns minutos na porta de qualquer supermercado para conferir – as sacolas retornáveis, de variadas formas, tamanhos e modelos, muitas feitas em casa, predominam!
Opinião minha sobre a matéria de a sua tambem.
Temos que nos unir e cada um fazer sua parte, adorei a matéria e nos faz pensar.... com um gesto podemos melhorar o mundo !!!!! pensem nisto....... bjssss a todos!!!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Oi gente!
Eu sei faz tempo que não escrevo , mas estava um pouco ocupada.
Quero falar hoje de um assunto que me deixou muito revoltada, lutei para não falar, mas agora tenho que dar minha opinião.
Estava conversando com meu esposo sobre algo que eu não aceitei e nem ele, sobre o que ouvimos da diretora da escola de meu filho.
Ela simplesmente disse que não era a favor das professoras terem que fazer uma prova para ser avaliada. Eu particularmente concordo com a avaliação dos professores .
Pois como uma professora com 30 anos dando aulas pode continuar dando aulas sem se aprimorar, concordo que tem que fazer as provas sim, para ter em dia o conhecimento.
Se um médico tem que estudar a vida toda para se atualizar, um professor também tem que se manter atualizado. Pois nossas crianças de hoje são bem diferentes as de 30 anos atrás.
Hoje eles estão bem mais atualizados e ligados do que naquela época.
Então fica o recado, “Só teremos melhores alunos e adultos bem formados, com professores bem atualizados com o mundo ao redor de nossas crianças.”
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O maior bordel europeu ao ar livre
É mais do que chocante o estudo intitulado "Crianças na prostituição", que a Unicef e a organização para proteção de crianças contra exploração sexual (ECPAT) divulgaram esta semana para denunciar e exigir um combate sem trégua ao comércio e exploração de crianças na fronteira teuto-tcheca. Meninos e meninas de até seis anos de idade são oferecidos por proxenetas a estrangeiros, em sua grande maioria alemães, que vão a lugares como o povoado de Cheb, exclusivamente fazer sexo.
A atividade de proxeneta é exercida tanto por mães, pais e avós quanto por traficantes de menores. Muitas das mães também são prostitutas há anos, dependentes de drogas e sofrem de Aids. Os clientes tanto podem ser jovens de 18 anos quanto vovôs de 80 anos.
"É estranho" - Com seis anos de idade, o pequeno Frantcek nem sabe descrever o que os turistas alemães fazem com ele. Diz apenas que "é estranho". Iveta, uma menina de dez anos, já sabe contar exatamente como é. Antonin também. As vítimas, que só falam a sua língua materna (tcheco), usam expressões vulgares alemãs que aprendem com seus exploradores.
A assistente social alemã Cathrin Schauer entrevistou quase 500 crianças prostituídas desde 1996, escreveu um livro publicado agora pela Unicef e fala de sua experiência: "Crianças pequenas de até seis anos são oferecidas, na maioria dos casos, por mulheres. A maior parte das com mais de sete anos é acompanhada por adultos ou jovens do sexo masculino. Com freqüência, crianças de mais de oito anos já negociam elas próprias sobre preços e práticas sexuais".
Doce e violência – As crianças que esperam nas estradas da Europa, postos de gasolina, restaurantes de beira de estrada ou supermercados são de famílias pobres ou com muitos filhos. Proxenetas raptam um número cada vez maior de menores em regiões distantes da República Tcheca e outros países do Leste Europeu e os levam para a fronteira da rica Alemanha. Os moradores da região silenciam, segundo a assistente social.
"Como pagamento, estas crianças recebem no máximo 25 euros. Às vezes também só ganham doces. Mas alguns turistas do sexo levam suas presas para comer em restaurante e apoiam a família materialmente. Todas elas têm em comum os relatos sobre a violência que sofrem dos proxenetas e turistas. Nós encontramos crianças com escoriações leves e muitas com ferimentos graves nas genitálias".
A nacionalidade alemã da maioria dos praticantes do turismo sexual infantil é reconhecida pelas placas de seus automóveis, que vão da classe média à alta. Às vezes, eles vão para a fronteira em pequenos ônibus com vidros escuros para não serem reconhecidos. Todos são homens de 18 a 80 anos de idade. Eles destroem a vida de crianças na idade de seus próprios filhos ou netos.
Comércio alemão – A prostituição aumentou consideravelmente na Alemanha. Segundo o psicólogo da polícia Adolf Gallwitz, quase 18% de todos os homens compram sexo regularmente. E o desejo por crianças aumentou em proporção assustadora. A polícia estima que existem aproximadamente 100 mil turistas sexuais na Alemanha e mais da metade deles procura jovens e crianças no estrangeiro.
Por isso mesmo, com a sua campanha em toda a Alemanha, a Unicef não apenas quer chamar atenção para o crime monstruoso, mas também quer pressionar o governo a ser um precursor no combate internacional ao negócio inescrupuloso do abuso sexual de menores. Christina Rau, representante da Unicef e esposa do presidente alemão, Johannes Rau, exige que seja feito de tudo para ajudar as vítimas.
Autoridades impotentes – A Alemanha tem uma legislação para punir alemães que cometam crimes de pedofilia no exterior. Mas até agora foi muito difícil provar. As autoridades alemãs permanecem impotentes, pois não podem fazer investigações em território tcheco e até agora não existem acordos bilaterais para a perseguição e punição de pedófilos. Do outro lado da fronteira, a polícia tcheca se mostra desinteressada em perseguir os criminosos.
A Unicef, por sua vez, exige do lado alemão que as próprias vítimas, as crianças, sejam levadas a sério como testemunhas e deixem de ser tratadas como criminosas ou chicanadas como ilegais. "As autoridades alemãs têm que encarar o combate ao tráfico e à prostituição de crianças tão a sério como o narcotráfico e o tráfico de armas".
Estelina Farias
Tráfico de crianças é problema global
Os negócios com seqüestro e escravização de crianças, muitas das quais são forçadas a praticar a prostituição, cresceu também nos países ricos da União Européia nos últimos anos. Segundo o juiz italiano Ferdinando Imposimato, que trabalha para a ONU na questão do comércio de crianças, são várias as causas dessa tragédia infantil. Uma delas seria a procura crescente por mão-de-obra barata, e a globalização se encarregaria do resto.
Reação global – São vendidas anualmente cerca de 120 mil crianças da Europa Oriental para a Ocidental, avalia o Unicef. E Imposimato vê nisso uma evolução assustadora a exigir uma estratégia internacional, que deve compreender um acordo entre os órgãos públicos dos países de origem, dos que servem de corredor do tráfico e também das nações de destino das crianças vendidas ou seqüestradas. Só uma estreita cooperação entre estes Estados poderia evitar o tráfico humano.
A ONG Terre des Hommes confirma que mais de um milhão de crianças são vendidas anualmente. Como mão-de-obra barata, elas são obrigadas a tecer tapetes, a trabalhar em pedreiras ou na agricultura. Muitas são forçadas à prostituição e sofrem abusos sexuais e violência. A maioria é levada para longe de sua pátria e muitas são aprisionadas e maltratadas.
Oferta e procura – As crianças vendidas para a Alemanha são em muitos casos exploradas sexualmente e forçadas a atividades criminosas, como roubar ou vender drogas, segundo a Terre des Hommes. Em muitas cidades grandes existe o problema cada vez maior dos trombadinhas – crianças trazidas do Leste Europeu especialmente para bater carteiras. Outro ramo de trabalho dos traficantes é a adoção ilegal. Como mercadorias, crianças são oferecidas em catálogos na internet. As preferidas para adoção são brancas, saudáveis e recém-nascidas.
Existem muitos traficantes poderosos em vários países europeus. O juiz Imposinato cita a Rússia e a Albânia como exemplos. Como se trata de um mercado que atua conforme a lei de oferta e procura, a responsabilidade, na sua opinião, é também das nações européias ocidentais; pois se a oferta das máfias russa e albanesa é grande na internet, a procura também é enorme nas nações ocidentais ricas. Daí a razão de o juiz italiano exigir um combate eficaz do crime organizado tanto nos países de origem quanto na Europa Ocidental "como mercado consumidor".
Negócio complicado – Na maioria dos casos, o tráfico de crianças não é a simples venda de A para B. Ele percorre muitas estações em diversos países e existe uma ação recíproca entre os diferentes ramos do crime organizado. As atividades dos traficantes de drogas, armas e pessoas são estreitamente entrelaçadas e contam com a ajuda da corrupção, que é especialmente grave em países europeus orientais como a Rússia e a Albânia, segundo o juiz.
Meios modernos e impunidade – Tudo isso dificulta o combate ao tráfico humano por parte da polícia, que em muitos países também é corrupta. Além do mais, os criminosos contam com os meios mais modernos de comunicação. A internet é uma plataforma confortável para oferecerem seus produtos além fronteiras e, com freqüência, faltam possibilidades de perseguir e punir tais criminosos, lamenta Imposimato.
Daí o juiz insistir na necessidade urgente de se encontrar um sistema para rastrear os que usam a internet como plataforma no comércio de mulheres e crianças. Ele exige também uma cooperação mais estreita entre os países europeus e ajuda dos mais ricos aos que não podem lutar com meios próprios.
"Nós temos também de fazer com que haja leis mundiais para combater o tráfico de mulheres e crianças. Temos igualmente de fomentar uma sensibilidade social, a fim de combater a lei do silêncio que existe em torno do tráfico humano", concluiu Imposimato. Há estimativas de que 500 mil mulheres são contrabandeadas por ano do Leste Europeu para os países ocidentais.
CRIANÇAS DESAPARECIDAS NO MÉXICO, SE VC VIU ALGUMAS DESSAS CRIANÇAS ENTRE EM CONTATO!!
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