ALERTA! Você viu alguma destas crianças?.
Crianças desaparecidas - missing children
Número do S.O.S Criança nacional - DISQUE 100 , Mirela Priscila . QUE DEUS ESTEJA EM TODOS OS LARES..
Sean Bianchi é um menino bonito, esperto e amoroso, com quase nove anos de idade e dupla nacionalidade: brasileira e americana. Nasceu em Nova Jersey, EUA, mas vive desde os quatro anos no Rio de Janeiro. Não desgruda da nonna (avó, em italiano), anda enganchado nela. Ambos são bronzeados, de cabelos e olhos castanhos. Orgulha-se de ser craque no basquete e "bamba" em Matemática e redação. Não gosta de estudar História. Quando consegue ficar parado, tem mania de mexer nas medalhinhas de seu cordão: uma tem a imagem de Iemanjá; outra, a inscrição Agnus Dei ("cordeiro de Deus" em latim); a terceira, um trevo de quatro folhas; e a maior, fina e delicada, o rosto da mãe.
Sean perdeu a mãe tragicamente, em setembro do ano passado: Bruna, estilista carioca, morreu aos 33 anos, ao dar à luz Chiara. Desde então, Sean consulta uma psicóloga uma vez por semana. Vive em um apartamento de 250 metros quadrados em um condomínio de luxo no Jardim Botânico, junto à Lagoa, no Rio de Janeiro, com varandão, plantas, obras de arte e tapetes antigos. Mora com uma grande família: os avós maternos, Silvana e Raimundo, um tio que é quase um irmão mais velho, Luca Bianchi – ator, surfista e peso-pena faixa-preta de jiu-jitsu. Divide o quarto com o padrasto, a quem chama de pai, João Paulo Lins e Silva. Na verdade, Sean começa seu sono toda noite na cama de casal da avó, e depois João Paulo o encaminha, quase sonâmbulo, para o quarto colorido, com painéis de elefantes e outros bichos na parede. Não dá mais para carregá-lo nos braços, como antes. Jogos medievais no computador e vários esportes, conjugados com o surfe de fim de semana na Praia Rasa em Búzios, compõem a vida de Sean. Além das broncas que leva quando deixa roupas no chão do quarto, Sean é acompanhado nos deveres de casa por uma família que diz querer, acima de tudo, seu bem-estar. Tem sorte. É evidente, para quem passa o dia na casa, que ele se sente amparado mas não mimado, e que prefiriria continuar anônimo. Até a mãe morrer, ele era apenas "Shan", "Sam", "Shon", um garoto popular entre os amigos, mas com nome esquisito.
Se tivesse de superar apenas a perda prematura da mãe, Sean Richard Bianchi Carneiro Ribeiro Goldman (seu nome completo) seria um menino privilegiado. Mas ele está no centro de uma disputa judicial rancorosa entre duas famílias – e entre dois países, o Brasil e os Estados Unidos. Uma briga que transcendeu as paredes do lar e se tornou um imbróglio diplomático, um circo internacional, com o rosto de Sean e imagens de seu passado estampados na internet pelo pai biológico, o ex-modelo David Goldman, hoje sócio de uma empresa náutica que organiza passeios.
A família de Sean no Rio só abriu a casa com exclusividade para a ÉPOCA depois de muito relutar, porque o caso adquiriu dimensões políticas e de mídia lá fora. E porque, segundo a versão do padrasto, dos avós e do tio de Sean, o pai biológico, David Goldman, se empenhou, desde a morte de Bruna, numa "campanha de calúnias" contra a família brasileira.
À reportagem de ÉPOCA, a família revelou que, quando se separou de Goldman, Bruna disse que tinha medo de ficar sozinha com o marido em um país estrangeiro porque, quando discutiam, ele ficava violento e dava socos nos móveis, esmurrava as paredes. Por isso teria pedido o divórcio e decidido ficar no Brasil.
Depois da separação do casal, Goldman abriu um processo contra a ex-mulher e os ex-sogros por sequestro e violação da Convenção de Haia – que dispõe sobre as crianças levadas de um país para outro. Durante quatro anos, o pai biológico abriu mão de ver o filho para sustentar suas acusações. A família brasileira afirma que se ofereceu para pagar a vinda de Goldman ao Brasil para visitar o filho. Segundo a família, essa nunca foi uma opção para Goldman, que apareceu na porta do apartamento onde Sean vive com agentes da Polícia Federal brasileira, funcionários do consulado americano e uma equipe da rede de televisão americana NBC. O menino não foi encontrado. Passava o feriado em Angra dos Reis.
Segundo a versão da família brasileira, o pai biológico de Sean teria pedido US$ 500 mil (R$ 1,2 milhão) – o que Goldman nega – para tirar o nome dos avós como "co-autores" do sequestro do menino. O acordo acabou sendo fechado em US$ 150 mil (R$ 360 mil).
| O que diz o pai, David Goldman |
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| | 1 | O casamento ia bem, o sexo era regular e ele mantinha o trabalho de modelo |
| | 2 | O pai até hoje não entende a razão de Bruna ter deixado os Estados Unidos com seu filho |
| | 3 | A família brasileira impede que o pai veja o filho |
| | 4 | Bruna e Sean – nascido nos Estados Unidos – viviam bem e ele queria que voltassem ao país |
| | 5 | Os US$ 150 mil que recebeu fazem parte de acordo judicial para retirar o nome dos ex-sogros do processo |
| O que diz a família da mãe, Bruna |
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| | 1 | O relacionamento ruiu quando Sean nasceu, o sexo minguou e ela sustentava a casa |
| | 2 | Bruna não premeditou ficar no Brasil e somente conheceu João Paulo seis meses depois da separação |
| | 3 | A mãe e os avós maternos de Sean nunca receberam nenhum pedido de David para visitar a criança |
| | 4 | A vida de Bruna e Sean – com dupla nacionalidade – seria melhor no Rio de Janeiro |
| | 5 | Goldman explora a imagem da criança e teria pedido US$ 500 mil da família para retirar os avós do processo |
A família brasileira afirma que David Goldman falsificou a assinatura de Bruna em alguns cheques que ela deixou nos Estados Unidos. Nas imagens, à esquerda, a letra da brasileira segundo a família; à direita, a supostamente falsa.
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Documento cedido pela família brasileira de Sean sugere que David Goldman, pai biológico do menino, teria autorizado a vinda de Bruna ao Brasil com a criança. Goldman afirma que não entende a razão de Bruna ter deixado os Estados Unidos.
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Nos últimos três anos, cerca de três mil crianças e adolescentes desapareceram no Distrito Federal (DF). Mas, de acordo com o Ministério da Justiça (MJ), foram 299 casos – o que mostra falha na comunicação entre órgãos estaduais e federais. E esta disparidade é apenas um dos problemas encontrados quando o assunto é jovens desaparecidos.
Para a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Eliana Pedrosa, muito ainda deve ser aprimorado no sistema. “Temos falhado na interlocução. Os erros nos números são em conseqüência da falta de comunicação”, disse a secretária, durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de crianças desaparecidas na Câmara dos Deputados.
“Sugerimos ao MJ que coordene nacionalmente esta questão. Temos um sistema muito precário de informação”, afirma a secretária. Ela ressaltou que também é preciso divulgar mais os serviços disponíveis à sociedade: “Apenas 20% dos casos comunicados aos canais competentes no DF são feitos com menos de quatro dias. Passado este período é muito difícil encontrar a criança”.
Eliana fez sugestões para minimizar o problema como a criação de bancos de fotos e de análise de DNA, além de trabalho de prevenção de fugas e vulnerabilidade dos jovens. A secretária disse ainda que dimensão da temática enfrentada no País pode ser visualizada na dor das famílias: “Já ouvi uma mãe dizer que preferia saber da morte da filha desaparecida do que continuar com o sofrimento de não encontrá-la”.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Texto de Oscar Wilde
PM arrombou porta para entrar em residência na Zona Leste de SP.
Vizinhos contaram à polícia que elas estavam sozinhas desde quarta.
Duas mães, de 31 e 34 anos, foram detidas na tarde desta quinta-feira (29) suspeitas de deixar cinco crianças sozinhas em uma casa na Rua Alçaprima, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo, de acordo com a Polícia Militar. Vizinhos ouvidos pela polícia disseram que as crianças, com idades entre 5 e 9 anos, estavam sozinhas desde a noite de quarta-feira (28).
A PM chegou à residência pouco depois das 13h desta quinta. Os policiais arrombaram a porta porque sentiram um forte cheiro de gás. As cinco crianças estavam sozinhas no local. O Conselho Tutelar foi acionado e elas acabaram levadas para o 44º Distrito Policial, no mesmo bairro. Logo depois, as duas mães apareceram na delegacia.
Segundo a polícia, as mulheres contaram ter saído para procurar uma casa para alugar. As duas são amigas, por isso as crianças estavam na residência onde uma delas mora – uma é mãe de dois filhos e a outra, de três. As crianças disseram, de acordo com a PM, que estavam desde quarta-feira sem comer. As mães devem responder por abandono de incapaz.